Feministas: ontem e hoje

Recentemente, o blogueiro Wagner Moura trouxe a notícia de que todas as ministras do Governo Dilma Rousseff são favoráveis ao aborto. Apesar de algumas terem preferido uma declaração mais pela tangente (Ideli Salvatti, política experiente, deu declaração em que se mostra em cima do muro — nenhuma surpresa), a maioria deixou mais do que claro seu apoio à morte de seres humanos ainda no ventre de suas mães.

alice paulPosso estar errado, mas todas as ministras provavelmente se declaram feministas. Com o passar dos anos, uma declaração de que se é feminista foi ganhando ares de selo de qualidade, principalmente para mulheres que aspiram ao poder.

Indo direto ao ponto, a verdade é que o que se chama feminismo hoje em dia, feminismo ativista mesmo, é mera desculpa para um bando de gente exercer seu ódio de gênero. Basicamente, é isto e nada mais…

Apesar disto, já tive oportunidade de receber mensagens de mulheres que se classificam como feministas mas que não compactuam com a agenda da maioria das ativistas em nossos dias. Ou seja, para muitas mulheres, e até mesmo para algumas poucas ativistas, vai já ficando claro que a esmagadora maioria do que entendemos por feminismo atualmente não tem nada a falar à mulher comum, tendo se tornado mero megafone da ideologia esquerdista misturado, como sempre, com fortes doses de princípios anti-católicos, anti-família, pró-gayzismo, etc.

As lutas legítimas, como direito ao voto, a salários equiparados para mesma função, etc., que tinham sempre a marca da busca pela igualdade no que é saudável, há muito que fazem parte do passado. Ao establishment feminista, a única bandeira que resta às militantes hoje em dia é praticamente a busca pelo aborto total. Claro que isto vem envolto em eufemismos mil, mas, em última instância, o que procuram é dar às mães o direito de matar o ser humano que carregam no ventre.

O que poucos sabem, e aí vai incluído inúmeras militantes e gente que gosta de se dizer feminista, gente até bem intencionada, é que as primeiras feministas eram radicalmente contrárias ao aborto. A elas estava claro, como está para quem pensa um pouco que seja no assunto e não fica deixando seus ódios tomarem o lugar da razão, que o aborto é um forte elemento de dominação sobre as mulheres.

O establishment feminista atual quer vender seu abortismo com a enganação de que isto é um direito das mulheres. As primeiras feministas sabiam bem que o aborto torna-se mais uma oportunidade para o aprisionamento das mulheres às estruturas que a desvalorizam e oprimem.

Eis algumas declarações de feministas de verdade:

Susan B. Anthony (1869)
“Culpada? Sim. Independente do motivo, seja o apego à sua vida estável, ou uma vontade de evitar o sofrimento do inocente nascituro, a mulher que comete tal ato é terrivelmente culpada. Levará isto em sua consciência por toda vida, pesará em sua alma quando de sua morte. Mas triplamente culpado é quem a levou ao desespero, quem a impeliu ao crime!”

Emma Goldman (1911)
“O costume de recorrer ao aborto atingiu uma proporção além do imaginável nos EUA… É tão grande a miséria das classes trabalhadoras que 17 abortos são cometidos a cada 100 gravidezes.”

Mattie Brinkerhoff (1869)
“Quando um homem rouba para satisfazer sua fome, facilmente concluímos que há algo errado na sociedade — da mesma forma, quando uma mulher destrói a vida de uma criança não-nascida, é uma evidência que, seja por sua educação ou pelas circunstâncias, ela foi levada a tal erro.”

Sarah Norton (1870)
“Assassinos de crianças praticam sua profissão sem impedimentos, e açougues infantis permanecem abertos sem qualquer problema… Não há solução para todos estes assassinatos de crianças não-nascidas? Talvez ainda chegue um tempo quando uma mulher solteira não será desprezada por ser mãe (…) e quando o direito de nascer do não-nascido não será negado ou impedido.”

Matilda Gage (1868)
“Este assunto é dos mais profundos nas injustiças feitas às mulheres do que qualquer outro… Não hesito em afirmar que a responsabilidade por este crime na maior parte é do sexo masculino.”

Alice Paul
“O aborto é a máxima exploração das mulheres.”

Infelizmente, as vozes de tais feministas hoje em dia permanecem caladas em meio à gritaria de uma gente que só quer exercer seu ódio infantil à custa de verbas públicas.

Esperemos que as novas gerações de feministas voltem às suas origens e, principalmente, busquem valorizar o maior dom que lhes foi dado, a possibilidade de ser mãe. Isto pode não valer uma capa na revista Marie Claire, mas é bem melhor que ficar defendendo a morte de crianças inocentes.

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