O ódio de uma “feminista”

É sabido por todos que a questão do aborto acirra os ânimos. Num assunto tão importante, é natural que seja assim. Porém, convém não exagerar… Para quem se envolve em algumas discussões, volta-e-meia aparece gente disposta a deixar toda a etiqueta de lado e partir para um enfrentamento meio infantil e bobo.
Foi este caminho que a professora Heleieth Saffioti resolveu seguir, ao ficar indignada com o artigo escrito pelo Procurador do Estado de São Paulo, Dr. Cicero Harada. O texto que causou indignação na professora pode ser encontrado em várias fontes, através de simples consulta ao Google. Para os preguiçosos, segue a consulta já pronta:
O texto indignado e prenhe de ódio da professora Heleieth Saffioti, pode ser lido no Centro de Mídia Independente (??!!):

Clique aqui.

De mulheres e tartarugas

Quem começa a ler o texto da profa. pensa logo que o procurador foi deselegante ao ponto de comparar mulheres com tartarugas. O que este faz nada mais é que alertar para o absurdo que seria um código legal que pune severamente os que atentam contra os ovos de tartaruga e que permite que o aborto de seres humanos seja feito de forma totalmente legal, sem qualquer tipo de punição.

Em momento algum Dr. Harada compara mulheres a tartarugas, e a profa. começar o seu texto evocando uma indignação destas, baseada em pura fantasia, só deixa-nos antever o que vem pela frente.

No mesmo parágrafo, a professora, do alto de seus inúmeros anos de serviço prestados à academia brasileira, contradiz-se. Ela afirma que não é “pró-aborto como método contraceptivo”, mas logo em seguida escreve que “o aborto constitui um último recurso”. Ué, o aborto não é método contraceptivo mas é o “último recurso”? Último recurso de quê, cara pálida? De contracepção, ué!! Ah, tá…

Aliás, é uma bela tática que muitos simpatizantes abortistas passem a idéia de que o aborto é, em sua face mais horrível, apenas mais um método contraceptivo. Mas o fato é que o aborto jamais pode ser considerado nem mesmo um método contraceptivo, pois já houve a concepção! O que se busca eliminar, matar, aniquilar, é o fruto desta concepção. Da próxima vez que alguém ouvir algum simpatizante do aborto dizendo que ele é favorável ao aborto mas não como método de contracepção, pode responder na mesma hora: “O aborto JAMAIS pode ser utilizado como método de contracepção, pois já houve a concepção!” Por mais que tais pessoas tentem evitar a realidade, o que se busca através do aborto é matar o fruto de uma concepção já ocorrida.

No restante do parágrafo a sra. Heleieth apenas, como toda boa “feminista”, destila um odiozinho contra os homens, jogando nestes a maior parte da culpa pelos abortos feitos.

Teoria da Conspiração e Paranóia

A partir do 2o. parágrafo do texto da professora, podemos notar uma crescente paranóia, com leves pitadas de teoria da conspiração. Primeiramente, no título de seu artigo vemos a afirmação de que o texto do Dr. Harada foi veiculado numa mailing-list da OAB-SP e apareceu também no Jornal do Brasil no dia 29/12/2005. O ponto comum entre os 2 textos, além de, obviamente, tratarem sobre a questão do aborto, é que ambos utilizam-se exatamente do absurdo e disparatado que é aceitarmos de bom grado a preservação irrestrita das tartarugas e, ao mesmo tempo, termos pessoas, tais como a professora Heleieth, procurando descrimininalizar totalmente o aborto.
Não tenho a menor idéia se os drs. Harada e Gandra Martins conversaram sobre o assunto e resolveram ambos partirem exatamente da demonstração deste absurdo. Se assim o fizeram, foi muito bem feito.
Mas o engraçado no texto da professora é que a todo momento ela se refere ao procurador como seu interlocutor. Então vamos partir deste ponto… Logo em seguida, ela escreve que o procurador preferiu discutir a questão no campo religioso. Mas o fato é que o procurador, em seu texto, em momento algum refere-se a Deus, à Igreja, à religião, ao Papa. Ou seja, ela assume que o texto publicado no JB era, na verdade, de autoria do procurador Cicero Harada. Paranóia pouca é bobagem…

O texto do Dr. Ives Gandra Martins pode ser lido em seu próprio site:

Clique aqui.

Seguindo a corrente paranóica e assumindo que o Dr. Harada é o autor também do artigo publicado no JB, em parte nenhuma vimos que o autor fica a “tecer loas ao Papa João Paulo II”, por ela chamado de “Papa da morte”. A única coisa que o autor do artigo (Dr. Gandra Martins) faz é referir ao preconceito e ao absurdo de pessoas que acreditam em Deus, e principalmente se forem representantes da Igreja, foram e são totalmente afastadas da tal comissão tripartite que parece apenas buscar a total liberação do aborto.

Eis algumas palavras do Dr. Ives Gandra Martins:

“(…) Quem acredita em Deus é cidadão de 2ª categoria, enquanto que quem não acredita é de 1ª, só a estes cabendo as decisões sobre a vida e a morte de seres humanos. Renova-se o pior período da ditadura moscovita em que quem acreditava em Deus não podia aspirar a nenhum cargo público de relevo!!!”

 

Papa da morte???

A afirmação da senhora Heleieth de que o nosso querido para João Paulo II foi o “papa da morte” demonstra um ódio extremo e cruel, além de totalmente desonesto. Somente uma pessoa imbuída de má-fé pode tecer tais comentários.

Ela raciocina da seguinte maneira: o Papa condena o uso do preservativo, logo ele é grande responsável pela epidemia de AIDS. Não sei se é ignorância, se é má-fé, má-vontade ou o que seja, mas o fato é que a professora demonstrou não ter limites em sua pseudo-argumentação.

Para entender o que o falecido Papa ensinava sobre esta questão, assim como sempre ensinou o Magistério Católico através de todos os papas até hoje, é necessário procurar entender como é entendida a sexualidade dentro da Igreja. Bem ao contrário do pensamento corriqueiro, no qual o sexo é visto apenas como prazer pessoal e cada vez mais egoísta, para os católicos o exercício da sexualidade é visto como complemento do amor entre um homem e uma mulher, dentro do casamento, e sempre aberto à vida. O fim do sexo não é somente o prazer vazio e fechado em si. Este é o pensamento católico, e qualquer um que procure discorrer sobre o assunto do ponto de vista católico tem, necessariamente, de compreender estes pontos.

Não foi o que fez a professora… Ela preferiu rotular simplesmente o Papa João Paulo II de “papa da morte”, colocando sob seus ombros o peso de uma epidemia. O irônico é que se todos fizessem como recomendado pelo Papa a AIDS jamais seria uma epidemia.

A Igreja (e não apenas o Papa) condena o preservativo primeiramente por ser uma forma de fechamento ao dom da vida. O que a professora e outras pessoas como ela querem é que a Igreja tenha seus parâmetros mudando ao sabor dos ventos. Pois bem, este jamais foi o caminho da Igreja, e 2000 anos de história estão aí para provar que o caminho que ela segue é o certo.

Este expediente de jogar a culpa pelo crescimento da epidemia de AIDS no mundo todo para o Papa é coisa que já caiu no ridículo e qualquer pessoa séria não se aventura nestes mares. São estas mesmas pessoas que jamais dizem aos jovens que os preservativos tem uma taxa de falha e, se falharem, eles podem ser contaminados. É muito “careta” falar a verdade para os jovens… Para tais pessoas é preferível criar várias e várias gerações acreditando na falácia de um “sexo seguro”. Como seguro, se existe a possibilidade de falhas?? É muito mais fácil fazer-se de amiguinho dos jovens e falarem para eles fazerem sexo à vontade! Se acontecer uma gravidez, é só abortar! Se pegarem AIDS, é só colocar a culpa na Igreja ou no Papa!

Confusas pelo Direito de Decidir

Irônico é que a sra. Heleieth passe a analisar a questão através do ponto de vista religioso, o mesmo ponto de vista que ela acusava o Dr. Gandra Martins (para ela, o procurador Harada). Começa ela afirmando que a morte de inúmeras mulheres por motivo de abortos mal-feitos não sensibiliza a Igreja. Mentira deslavada… A Igreja se importa, e muito!, com tais mulheres, as mesmas sempre estão em nossas orações. As difíceis situações pelas quais passam estas mulheres sempre sensibilizam tanto a hierarquia quanto os leigos. É grande o esforço da Igreja por tratar espiritualmente as mulheres que caíram neste grave pecado, pois o mesmo acarreta grande trauma para as mulheres.

Porém, a professora afirma que a probição do aborto não é consenso nem entre os católicos. Para fundamentar, ela cita a organização Confusas pelo Direito de Decidir (perdão, mas de católicas elas não têm nada…). São confusas, pois isto de querer passarem como católicas é uma tática das mais chinfrins que existem. Sugiro que abram a própria igrejola, que ordenem as suas sacerdotisas e bispas, talvez até, quem sabe?, seguindo os cânones da “feminista” Ginette Paris, que escreveu um livro chamado “O sacramento do aborto”, no qual advoga que o aborto é como que um ato sagrado para a mulher, e o ato de abortar é o sacrifícia para a deusa pagã Artêmis. Lindo, não?

Referir-se às Charlatãs pelo Direito de Decidir quando se está falando de Igreja Católica é o mesmo que pedir à raposa opinião sobre como deve ser construído o galinheiro. Só mesmo uma pessoa de má-fé pode querer pseudo-argumentar desta maneira.

Por fim…

O último parágrafo do texto da professora é uma confusão só… Ela fala de disparidade econômicas, de mulheres ricas e pobres, o risco criminal que há atualmente para as mulheres que fazem aborto, que a criminalização é obra de homens (sempre eles!!), pedofilia (não podia faltar, é a acusação da moda…), etc. E até mesmo anuncia o livro de uma médica negra (o que tem isto a ver??!!) e feminista que narra o drama de moças que foram engravidadas por padres e que estes as obrigaram a abortar… Bem, mesmo que uma tal história seja verdade, em nada muda a posição da Igreja em relação ao aborto. Deveria a Igreja apoiar o aborto porque existem em suas fileiras padres que não vivem coerentemente com a fé que professam? Óbvio que não…
Em suas últimas frases, a professora, açucaradamente, diz preferir a verdade que lhe foi ensinada por seus pais, e, em tom entre o irônico e o “profético” escreve que “seguramente, seu Deus não é o meu”. Seguramente, na verdade, qualquer católico não consegue entender que deus é este ao qual se refere a sra. Heleieth, um deus que permite que um outro ser escolha a morte ou vida de um outro totalmente indefeso? Deve ser o tal deus que aceita, como advoga Ginette Paris, o sacramento do aborto.
Desnecessária a ameaça que a professora faz, em sua última frase do artigo, de demonstrar que a Igreja, durante séculos, aceitou o aborto. A professora deveria mostrar, através de fontes confiáveis, de onde ela tirou tal sandice. Tais afirmações, que se tornaram muito comuns nos últimos anos e que sempre vêm à tona nestas discussões já foram explicadas à exaustão. Provas, por favor…
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