Africana diz que aborto e contracepção são “colonização ideológica”

Uma pró-vida africana destruiu os argumentos de uma jornalista inglesa da BCC de que mulheres africanas precisam de aborto e contracepção para sairem da pobreza.

A apresentadora do BCC World News chamou contraceptivos – incluindo eufemisticamente o aborto – de “direitos humanos básicos” e Obianuju Ekeocha, africana, respondeu que as mulheres africanas não estão pedindo por aborto e contraceptivos, que essa é a “solução do mundo ocidental” para a pobreza africana e, por isso, “discurso colonizador”.

“Se nós estamos falando de aborto, acho que nenhum país ocidental tem o direito de pagar por abortos em países africanos, especialmente quando a maioria das pessoas não quer aborto… isso então se torna uma forma de colonização ideológica.”

A repórter do BCC, Babita Sharma, interrompeu dizendo que “permanece o fato de que centenas de milhões de mulheres não têm acesso [à contracepção e aborto] e deveria.”

Ekeocha rebateu “você está dizendo ‘deveria’, mas quem é você para decidir?”, e acrescentou “Não existe uma demanda popular [para isso].”

Sharma defendeu a contracepção e aborto como “direito humano básico” e necessário para superar o ciclo da pobreza.

Ekeocha criticou a “solução ocidental” de pensar que; em vez de alimentos, água e cuidados básicos de saúde; se aponte o aborto e a contracepção das africanas como solução.

“É esse o tipo de solução ocidental, não é?”, protestou Ekeocha. “Se você conversar com uma mulher comum nas ruas da África, o que ela está pedindo? Ela está pedindo por alimentação, por água, por serviços básicos de saúde. Contracepção continua sendo a última coisa em que ela vai pensar.”

“Por que vocês não ouvem primeiro as pessoas?”, perguntou. “Em toda essa discussão sobre contracepção, a única coisa que eu nunca ouvi falar em todo o tempo tentando acompanhar tudo isso é algo sobre os efeitos colaterais da contracepção. Ninguém nunca conta isso às mulheres africanas quando vêm promover contracepção pelos diferentes países africanos. Ninguém as informa sobre isso. Recentemente conversei com algumas mulheres que tiveram contraceptivos inseridos nelas, algo como o DIU e Implanon, e essas mulheres choravam. Eu me vi consolando mulheres que estavam experienciando efeitos colaterais que nunca ouviram, que ninguém as informou. Mas alguém de uma organização ocidental veio [a África] e colocou nelas DIUs e disse ‘é disso que vocês precisam para sair da pobreza’. Não é isso que as mulheres africanas precisam! Não há nenhum indicador de que é isso faz sair da pobreza, o que as mulheres africanas precisam é de educação!”

A jornalista então disse que educação pode ajudar a fazer com que as mulheres africanas entendam os próprios “direitos humanos básicos”, como contracepção e “controle de nascimentos”.

“Isso é o que você diz”, respondeu Ekeocha. “O que me tirou da pobreza foi educação, não foi contracepção. E há tantas outras mulheres que tem feito o mesmo caminho que eu fiz sem nunca ter recorrido a qualquer contraceptivo fornecido pelo governo britânico ou pelo governo dos Estados Unidos… Alguém do ocidente diz que o que a mulher africana precisa de contracepção para sair da pobreza, aí dão contracepção à ela e o que acontece é que ela continua sem trabalho.”

 

Abaixo, a entrevista em inglês:

 

Veja também:

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