O PT no poder: 13 anos lutando pelo aborto

Este blog surgiu no último ano do primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época estava claro a todo mundo todo o impulso que o PT dava à legalização do aborto no Brasil, coisa que sempre esteve em suas intenções, mesmo que isto não fique bem claro muitas vezes. Com a recente derrocada de Dilma Rousseff, justamente retirada do poder por causa de seus crimes de responsabilidade, é chegado o momento de uma avaliação do que foram os anos petistas em relação ao aborto.

Em primeiro lugar é bom que se diga que o PT faz parte do problema, mas não é o único que atua para a legalização do aborto no Brasil. Até a subida de Lula ao poder, coube ao tucano José Serra, enquanto Ministro da Saúde do governo FHC, tomar a atitude que de forma mais concreta havia contribuído para a flexibilização da proibição do aborto em nosso país. Foi de sua pena que saiu a assinatura de uma Norma Técnica que favoreceu a prática do aborto em todo o território nacional.

Porém, se o gesto do então ministro José Serra foi o mais concreto até a subida do PT ao poder, isto não significa que este mesmo PT tenha se tornado abortista apenas após sua chegada à presidência. Muito pelo contrário, o PT esteve sempre na tropa de choque que procura liberar totalmente o aborto no Brasil e sua tomada do poder executivo foi um verdadeiro desastre para os que defendem a vida.

Foi o governo Lula que criou uma comissão com o objetivo específico de revisar e propor mudanças no Código Penal para que o aborto deixasse de ser crime e passasse a ser direito.

Foi durante o governo Lula que a liberação do aborto começou a ser vendida como necessária porque trata-se de um “problema de Saúde Pública”. E para isto foram divulgados dados fictícios, os partidos de esquerda começaram a bater nesta tecla freqüentemente, a mídia embarcou e dava suporte a esta guinada no discurso anterior que era o de “direito ao próprio corpo”. Isto nada mais era que uma nova etapa da enganação que sempre envolve o tema da liberação do aborto, pois torna-se bem mais fácil a flexibilização da opinião pública diante de números absurdos de mortes.

Durante seus mandatos, Lula sempre que necessário afirmava-se pessoalmente contrário ao aborto, mas dizia que tinha uma responsabilidade como presidente de todos os brasileiros. Isto nada mais era que uma de suas espertezas e porque não queria perder apoios importantes, principalmente entre os religiosos e boa parte da população, que é amplamente contrária ao aborto. Para manter este discurso, Lula foi capaz de encaminhar carta ao então presidente da CNBB, Dom Geraldo Majella, na qual afirmava sua identificação com os valores éticos do Evangelho e a fé que havia recebido de sua mãe, garantindo ainda que seu governo não tomaria qualquer iniciativa que fosse contrária aos princípios cristãos. Dois meses após esta carta, Lula deu aval a Nilcéia Freira, então ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, para que ela seguisse em frente com a proposta de revisão da legislação relacionada ao aborto.

Foi durante o governo Lula que seu então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez questão de dar abraço em um médico envolvido no triste caso da menina de Alagoinha. Tal gesto, claro, foi para mostrar à imprensa o compromisso do governo petista com a causa do aborto.

Já Dilma Rousseff, criada do nada por Lula para ser sua sucessora e esquenta-cadeira, teve que fazer malabarismos junto à opinião pública desde que sua opinião sobre favorável ao aborto – disponível em vídeo – apareceu para a população. Em um dos movimentos mais asquerosos das últimas eleições, envolvendo até mesmo religiosos, criou-se uma cortina de fumaça para evitar o naufrágio da candidatura devido a esta questão. Mais uma vez, o petismo e a esquerda arrastaram na lama muita gente que devia preservar a fé que professa, o que ficou bem claro quando dias após a eleição, uma publicação no Diário Oficial da União trazia um novo aporte de verbas para pesquisas destinadas à despenalização do aborto.

Já na presidência, Dilma Rousseff causou polêmica com a colocação de Eleonora Menicucci, feminista e militante pró-aborto na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Aliás, não apenas militante: ela mesma admitiu que já fez abortos com as próprias mãos.

E tudo isto é apenas uma pequena amostra do que o PT fez durante seus mais de 13 anos no poder. Há fatos aos quais não tivemos acesso, jogadas por debaixo dos panos, favorecimentos, financiamento da militância abortista, favorecimento do abortismo nas universidades e na mídia, políticas públicas contrárias à família. Toda uma geração de jovens foram bombardeados com uma ideologia assassina que apenas trouxe destruição por onde passou. Há muito mais que pode ser pesquisado aqui mesmo neste blog (assuntos: PTPolítica), que de forma nenhuma esgota toda a obra petista desde 2003. Suas más obras terão ainda muito efeito entre todos nós, pois nada disto será varrido com o impeachment. A luta é árdua, como sempre foi.

Resumindo, Lula e Dilma foram um completo desastre para os que prezam a vida humana, principalmente para a vida humana ainda não nascida. O PT tem a luta pelo aborto em seu DNA, ele é verdadeiramente um partido abortista. Não é o único, mas com certeza é o mais atuante e o que mais dano causa e causou à defesa da vida humana. Não foi mera coincidência que a pessoa à esquerda de Dilma Rousseff quando de seu discurso de despedida era exatamente Eleonora Menicucci, como podemos ver na imagem abaixo. Inadvertidamente, este fato mostra bem a proximidade da luta pela total liberação do aborto com a ideologia da esquerda e o quanto esta causa lhe é cara.

Que o impeachment de Dilma Rousseff traga novos ventos para a defesa da vida e da família no Brasil. É o que todos esperamos.

Menicucci

Dilma Rousseff em seu último discurso antes do impeachment.
Ao seu lado esquerdo, Eleonora Menicucci.

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