Equipe Hoyt: o Amor que vence a deficiência

hyotFiquei sabendo da emocionante história de Dick Hoyt e seu filho, Rick, através de um vídeo divulgado no excelente blog “Aborto em Portugal”. O título simples que os blogueiros portugueses deram à postagem — “O que o aborto nos priva” — diz muito sobre o que é a tragédia do aborto.

Esta prática hedionda, fruto de um mundo que faz do hedonismo seu único objetivo, apequena o homem, torna-o mero objeto, vai em direção totalmente contrária à vontade do Senhor Deus para com suas amadas criaturas.

Após ver o vídeo no blog português, busquei um pouco mais sobre a história e motivações de Dick e Rick Hoyt.

Quando de seu nascimento, o bebê Rick teve seu cordão umbilical enroscado em seu pescoço, o que lhe causou paralisia cerebral, condição que pode ter várias conseqüências motoras e neurológicas. À época vários médicos aconselharam o casal Hoyt a internarem seu filho em instituições especializadas, pois, afinal, ele jamais deixaria de ser um “vegetal”. E para afastar tal idéia, os pais de Rick apoiaram-se no fato de que ele os seguia com os olhos quando se movimentavam pela casa. Quem sabe se um dia ele não poderia se comunicar?

Graças a Deus existem médicos e médicos… O Dick e Judy Hoyt acharam um que lhes aconselhou a tratar seu filho como qualquer outra criança, fazendo as necessárias adaptações. Judy gastava várias horas por dia tentando ensinar o alfabeto a seu filho.

Aos 11 anos de idade, Dick e Judy compraram um computador para seu filho tentar se comunicar. Na primeira interação através do computador, Rick não escreveu “Olá, papai!” e nem “Oi, mamãe!”. Não… O que se viu na tela foi um “Go Bruins!!!” (“Avante, Bruins!!!”), uma saudação ao time de hóquei no gelo da cidade de Boston, que naquele ano disputava a competição mais importante do mundo nesta modalidade de esporte. Seus pais ficaram sabendo que ele gostava e acompanhava o esporte como toda a família.

Dick e Rick em sua primeira Maratona de Boston

Rick, a partir daí, pôde entrar para a escola e seguir na vida acadêmica, como qualquer outro garoto. A inteligência de Rick levou-o a conseguir graduar-se na Universidade. Nada mal para quem, assim diziam os médicos, jamais passaria de um vegeral, não é mesmo?

A grande virada na vida de Dick e Rick veio quando seu pai o levou para correr, a seu pedido, em uma competição beneficente, empurrando-o em uma cadeira de rodas especial. À noite, após a corrida, Rick disse ao pai que quando estava competindo sentia como se não tivesse deficiência alguma. Isto bastou para o amoroso pai. A partir daí ficou formado o que é hoje conhecido como Equipe Hoyt. Pai e filho já competiram em mais de 1000 maratonas, biatlons e triatlons.

Um feito impressionante, não? Mas o que tem isto a ver com aborto? Tem a ver que muitas vezes uma falsa argumentação é feita com base nas dificuldades que um casal ou uma mãe solteira teria de passar caso escolhesse a vida e não o abortamento.

Casos como o da família Hoyt nos levam a pensar que não devemos levar em conta a opinião de médicos que não honram seus diplomas e juramentos. E, infelizmente, tais casos são abundantes.

Não poucas vezes já me deparei com gente, e até mesmo gente que se diz contrária ao aborto em geral, que não vê com maus olhos o aborto de crianças portadoras de graves deficiências.

O advento de modernos instrumentos de auxílio ao diagnóstico intrauterino vem ajudando um verdadeiro massacre de não-nascidos, muitas vezes sobre a justificativa de que uma vida sem qualidade é melhor não ser vivida. A subjetividade de tal termo — qualidade de vida — demonstra bem o absurdo de tal argumentação.

Estudos mostram que a taxa de abortamento quando há diagnóstico de graves condições nos bebês não nascidos são assustadoramente altas:

Síndrome de Down: 90%
Anencefalia: 80%
Espinha Bífida: 70%

Síndrome de Turner: 58%

E em certos países a Cultura da Morte vai já tão avançada que o dilema do abortamento para doenças graves como as acima são já praticamente coisa do passado. Há casos de bebês sendo abortados apenas por possuírem pés tortos ou lábios leporinos.

Se ao menos estes pais soubessem “O que o aborto nos priva”! Se ao menos soubessem que o aborto nega a vida porque antes nega o próprio Amor, talvez pudéssemos ver mais e mais Equipes Hoyt ornamentando nosso mundo e nos ensinando aquilo que tantos vêm esquecendo.

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